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Síndrome do Pânico: sintomas e tratamentos relativos

Síndrome do pânico é uma doença de ordem mental que desencadeia ataques de pânico e crises de ansiedade, afetando o cotidiano do indivíduo por seus intensos sintomas. Observa-se maior incidência da doença entre mulheres, uma vez que fatores hormonais costumam fazer com que as estruturas cerebrais se tornem mais suscetíveis ao transtorno.

Além disso, na fase fértil da vida, verifica-se maior prevalência de casos. Com ocorrências cada vez mais frequentes, a doença que também é chamada de transtorno do pânico, pode ocasionar crises com duração de até 30 minutos. É importante ressaltar que os sintomas surgem de forma repentina.

A pessoa com esta síndrome costuma sentir forte medo de morrer. Há indivíduos que acreditam que enlouqueceram, tendo a sensação de que não possuem mais controle sobre si.

Grande parte das manifestações de síndrome do pânico costuma ocorrer quando o indivíduo é adolescente ou está no início da idade adulta. Os ataques de pânico podem acontecer aleatoriamente, de forma reiterada ao longo do dia ou até mesmo demorar anos para se repetir.

Há casos, contudo, em que o paciente acaba tendo um ataque enquanto está dormindo.

Fatores que podem levar ao desenvolvimento da síndrome

Embora não haja consenso sobre as causas desta doença, verifica-se que esta pode ocorrer juntamente com outros transtornos de ansiedade, bem como associada à depressão, vícios e outras condições.

Reunindo sintomas físicos e emocionais, a síndrome pode ser desencadeada diante de níveis elevados de estresse. Fatores genéticos e alguns tipos de medicamentos também podem colaborar para o desenvolvimento da doença.

Dentre as causas da síndrome do pânico, as de natureza cotidiana mais observadas são as seguintes:

  • Sentimentos negativos reprimidos;
  • Excesso de afazeres;
  • Comportamento perfeccionista;
  • Abusos e violência na infância;
  • Situações extremas de estresse;
  • Doença ou mortes na família;
  • Mudança brusca de rotina;
  • Ocorrência de estresse pós-traumático;
  • Rigidez diante de mudanças de opinião;
  • Negação da necessidade de tratamento;
  • Excessiva preocupação;
  • Altas expectativas diante de acontecimentos;
  • Ter responsabilidades grandes na vida;
  • Apresentar postura controladora.

O que sentem os indivíduos com transtorno do pânico

Diversos podem ser os sintomas da síndrome do pânico, podendo variar de acordo com o caso. Para que o quadro seja caracterizado, o indivíduo deverá apresentar ao menos quatro dos seguintes sintomas:

  • Falta de ar;
  • Palidez;
  • Sensação de ataque cardíaco;
  • Tontura;
  • Formigamentos em mãos e pés;
  • Dores no peito;
  • Taquicardia;
  • Suor excessivo;
  • Ondas de calor;
  • Agitação e tremor;
  • Sensação de sufocamento;
  • Vômito;
  • Medo de morrer;
  • Calafrios;
  • Desmaio;
  • Fraqueza;
  • Sensação de asfixia;
  • Medo sem fundamento;
  • Boca seca;
  • Perda de controle sobre os pensamentos.

Crise e síndrome do pânico: a diferença entre estas ocorrências

O que diferencia a síndrome da crise é a frequência com que cada uma ocorre. Enquanto a síndrome do pânico inclui sinais de natureza emocional associados a sintomas físicos de forma reiterada, a crise pode ocorrer somente uma vez na vida do indivíduo. Em outras palavras, se as crises se tornarem frequentes, o paciente poderá receber o diagnóstico deste transtorno.

Os ataques poderão ocorrer com frequência variada, podendo ser de forma mais espaçada ou diária. Há casos em que o paciente apresenta múltiplos ataques em um intervalo de tempo curto, mas deixa de ter crises ao longo de longos períodos.

A síndrome do pânico é considerada uma doença bastante frequente atualmente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que aproximadamente 280 milhões de pessoas sofram com este transtorno, o que representa 4% da população mundial.

Como o diagnóstico desta doença é realizado

A síndrome do pânico deverá ser diagnosticada pelo médico psiquiatra. É importante salientar que somente este especialista está habilitado a identificar tal doença com precisão, uma vez que esta pode apresentar sintomas comuns a outros transtornos.

A fim de chegar ao diagnóstico, alguns exames poderão ser solicitados pelo médico. Dentre os mais frequentes estão os laboratoriais, eletrocardiograma e ressonância magnética.

Conheça os tipos de tratamento adotados para síndrome do pânico

O diagnóstico precoce se mostra de grande importância para o tratamento do transtorno. Desse modo, além do médico, outros profissionais poderão atuar neste processo, como psicólogos e assistentes sociais, por exemplo.

O tratamento costuma ser iniciado com medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, devendo o paciente evitar álcool, drogas, café e outras substâncias. A psicoterapia também é um recurso frequentemente empregado para tratar pacientes com a síndrome. A internação, entretanto, é indicada pelo especialista somente em casos extremos.

Dr. Cirilo Tissot

Dr. Cirilo Tissot é médico psiquiatra especialista em dependência química e tratamento de compulsões. Mestre em psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria (IPQ), da Faculdade de Medicina da USP.

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